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Mestrando em Diferentes Níveis

agosto 20, 2014
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epic_tierI. O grupo precisa descobrir o covil dos goblins que estão destruindo as plantações das fazendas do sul.
II. Os personagens viajam pelos túneis subterrâneos que conectam as cidadelas drows.
III. O reino estará perdido assim que o semideus Yvriikna conseguir libertar o grande tarrasque de seu, antes eterno, sono.

3 enredos. 3 aventuras de níveis diferentes. 3 grandes desafios (para o mestre e para os jogadores).
A 4E de D&D separou bem isso com os chamados “tiers”: “Heroic”, “Paragon” e “Epic”. Porém isso sempre existiu, só não de forma explícita.

Nível 01” – Aventuras para personagens de nível 01 podem ser mortais. Uma seqüência de rolagens ruins e toda a diversão do grupo pode acabar mais cedo se o mestre não intervir. Mas mesmo assim são as mais divertidas para jogadores e mestres.

Nível 06” – Aqui os personagens já não têm mais tanto medo, a diversão aumenta quando novas opções começam a surgir e os jogadores podem utilizar aquele recurso/magia específico de sua classe que tanto desejaram. O mestre já pode liberar seus monstros para baterem à vontade nos PJ’s. É hora de saber controlar os desafios.

Nível 13” – Independente do sistema ou versão de RPG utilizado, mestrar aventuras de nível alto sempre foi um belo trabalho. Aqui o negócio pode começar a desandar… Os jogadores se sentem intocáveis, poderosos demais para serem mortos. Afinal, seus personagens podem se curar, voar ou destruírem grupos de inimigos com uma só magia.
Os combates passam a ficar demorados e o uso da calculadora é imprescindível na hora de controlar tantos danos e durações de efeitos durante o passar dos turnos.
O mestre pode liberar suas hordas de inimigos e colocar aquele “boss” tão desejado. Saiba administrar bem os perigos que os personagens correm, tire a segurança deles! Coloque armadilhas mortais, perigos como doenças, inimigos com poderes que fogem do padrão “só causar dano”.

Nível 21” – Aqui a campanha praticamente já acabou. SE o seu grupo continuar jogando, dará início a um “novo modo de jogar”. Começam os Níveis Épicos, os personagens são como semideuses e suas missões envolvem salvar/destruir o reino, talvez o mundo inteiro!
Mestrar uma sessão dessas pode levar mais de meia dúzia de horas fácil e os combates são mais entediantes do que divertidos. É praticamente impossível alguém sentir medo de perder o personagem numa sessão dessas. Por isso, mestre, não tenha dó de deixar o tarrasque engolir um dos personagens ou deixá-lo ser petrificado e destruído para sempre. Imponha respeito na mesa! O final verdadeiro merece uma boa conclusão da história dos personagens.
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Uma das coisas mais legais do RPG é ver seu personagem evoluir enquanto olha pro passado e relembra todas as aventuras e desafios que já superou. Isso aconteceu pouca nas minhas mesas porque o ritmo das sessões sempre era quebrado e reiniciado só meses depois.
Ver seu personagem no nível épico não tem preço, mas será que isso é realmente necessário para se obter diversão?

E você mestre, qual o seu meio de mestrar aventuras nos níveis altos?
*Post baseado numa visão geral sobre o sistema d20 (D&D).

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One Comment leave one →
  1. Amanda permalink
    outubro 22, 2014 8:45 pm

    Só post fera!

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