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“Você Não É Bem Vindo Aqui, Forasteiro.”

junho 6, 2014

Este é um conto baseado em um cenário que eu e um amigo desenvolvíamos conjuntamente em 2011 chamado: Nepheryum. O projeto foi descontinuado, mas eu ainda tenho esperanças de poder publicá-lo aqui. Esta é uma pequena homenagem.

Nepheryum RPG

Você não é bem vindo aqui, forasteiro.
Este é um mundo esquecido pelos deuses; há centenas de anos, desde que a praga surgiu e trouxe as noites longas, os mortos retornam para terminar o serviço contra aqueles que ainda erguem seus escudos em meio à escuridão.

Você não pode ficar nas fazendas, criaturas ferozes rondam os arredores através da terra infértil. Não há nada além daqui, a não ser pelas ruínas dos imortais.
Não há magia aqui, o véu é tênue entre a vida e a morte e tudo é controlado pela necromancia.
Cuidado para não ser pego por um daqueles cães ou você se tornará um deles; feras que não descansam em busca de sangue e novas vítimas.
Você pode se juntar aos caçadores, mas cedo ou tarde, a praga os atingirá e não restará mais nada além dos pálidos.

E então, como você planeja viver aqui onde tudo conspira contra a vida?
Desejo a você uma passagem rápida e sem dor, pois a dor… Ela os alimenta.
A princípio eram cinco; hoje eles são sete. Inalcançáveis, incansáveis, imortais.
Para aonde você vai? Não importa, eles vão corrompê-lo à distância, sem pestanejar.
Quem eu sou? Eu não sou aquele que pode te salvar.

Eu devo confessar, já escapei de um de seus perseguidores, não que isso deva alimentá-lo com esperanças. Era horário de penumbra e eu estava caçando um cordeiro, e então ouvi aquele trotar maligno que veio do sul, e aquilo só aumenta e aumenta em minha direção e aumentava, com mais rapidez e ferocidade a cada segundo. Ele me sentia e eu podia sentir isso.
O pavor me salvou naquele momento em que acertei o cordeiro com meu punhal e então me cobri, e ali fiquei. O calor do sangue do animal me protegia enquanto o relincho do cavalo dele o atraía pra fora dali.

O que eu faço? Talvez minha missão seja vagar por esses campos cinzentos diminuindo a coragem e a esperança dos homens enquanto lhes garanto dez minutos ou mais de segurança.

O meu nome? Não importa, eu não tenho muito mais tempo mesmo…

– O homem pálido da estrada.

Imagens que inspiram:

Nepheryum - Imagens

Sobre o cenário:
Nepheryum estava sendo desenvolvido e idealizado por Eduardo Trevisan e Yuri Sugata, a princípio o cenário estava sendo adaptado para o D&D 3.5, depois migrou para o OD (Old Dragon) pelo fato dele ser mais simples e então acabou se tornando um cenário descritivo, sem regras, adaptável para qualquer sistema de RPG que o mestre consiga encaixar.
O mundo de Neph é sombrio e cruel; um mundo pós-apocalíptico governado pelos lich’es onde a praga transformou tudo em morte.
Muitas raças julgadas fracas não sobreviveram, como por exemplo, os halflings. No lugar, surgiram novas como os licantropos (antes chamados de rhorval’s) e os pálidos (sobreviventes da praga). As classes incluíam caçadores e até necromantes.
Não existe panteão no mundo de Neph, os deuses caíram no esquecimento há centenas de anos e seus adoradores foram corrompidos pelas trevas.
O cenário é situado numa era medieval onde a magia não tem muito poder, a não ser pela necromancia. As noites são longas, a terra infértil e os recursos escassos, mas o perigo é constante.
Nepheryum precisa de heróis corajosos que levantem suas espadas pela luz lutem pela vida.

Planos Futuros:
Quem a sabe eu não volte a postar sobre o Neph aqui? Talvez eu continue a escrevê-lo e publique um PDF como um cenário descritivo. Pretendo torná-lo ainda mais obscuro alterando algumas coisas, principalmente a parte de raças e magias.
Ou então, eu possa postar mais algum(ns) conto(s) dentro do mesmo universo.
Por enquanto, é só. E até mais!

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8 Comentários leave one →
  1. Marklos permalink
    junho 6, 2014 7:37 am

    Muito bom!!!
    Adorei as imagens!

  2. Victor J. Terra permalink
    junho 6, 2014 7:39 am

    Gostei do conto, gostaria de ver mais Nepheryum aqui.
    Tomara que publique o cenário! 🙂

  3. Rômulo Dungeonmaster permalink
    junho 6, 2014 7:40 am

    gostei parabens!!

  4. Lucas Rodrigues permalink
    junho 11, 2014 8:06 am

    Sei que criticar é muito mais fácil do que criar, mas… É um pouco estranho dizer que os deuses foram esquecidos – em uma situação dessas, é provavel que houvesse, se muito, um aumento do fervor religioso. Ademais, a presença extensiva de necromancia no cenário, dado o contato com os mortos, levaria a um conhecimento melhor do além tumulo. Também foi dito que “a dor os alimenta”, o que sugere que os sentimentos humanos possuen algum valor nesse mundo – e que por consquencia, pode ser canalizada para outros fins.

    • Edu Trevisan permalink*
      junho 11, 2014 9:25 am

      Críticas são sempre bem vindas Lucas!

  5. Lucas Rodrigues permalink
    junho 11, 2014 8:44 am

    Hum… Eu gostei de ideia geral desse mundo, mas confesso que não entendi algums aspectos desse universo.
    Em primeiro lugar, a ausência de religiões é meio estranha. Uma situação desesperadora dessas iria, se muito, aumentar o fervor religioso. E mesmo que o culto aos deuses antigos tenha sido varidos do mapa, “centenas de anos” é tempo suficiente para que novos cultos brotem. Ademais, o uso extensivo de necromancia provavelmente levaria a um conhecimento acerca do além- morte.
    Em segundo lugar, a restrição da magia à necromancia parece um pouco arbitrária – especialmente porque certos detalhes da praga – como as noites prolongadas – não parecem ter ligação com o controle sobre os mortos. Ademais a frase “Desejo a você uma passagem rápida e sem dor, pois a dor… Ela os alimenta.” sugere que as emoções humanas tem algum tipo de potêncial energético. Comprendo que essas decisōes tem motivos de ser – especialmente levando em conta os clérigos e magos apelōes do 3.5 – mas acho que há maneiras mais orgânicas de lidar com a questão.
    Peço desculpas adiantadas caso tenha cometido alguma gafe, e boa sorte com sua cria :).

    • Edu Trevisan permalink*
      junho 11, 2014 9:34 am

      Lucas, obrigado pelo seu comentário! Tentarei esclarecer algumas coisas… Bem, o conto foi uma base e ele não traduz a mecânica do cenário em si. A princípio, eu tinha pensado em disponibilizar as classes: caçador, necromante, sacerdote (este seria o cara que ainda estuda os antigos templos abandonados e suas inscrições – os vestígios dos deuses) e shaman (que seria o druida não da natureza [que está morta], mas o ligado aos espíritos).
      As raças seriam humanos, anões, pálidos (sobreviventes da praga) e os “rhorvals” (licantropos). A idéia principal seria um mundo onde a espada tem mais força do que a magia, a magia divina não interfere tanto e o maior desafio é a sobrevivência (assim como em Dark Sun). Eu confesso que não tenho toda a base criada ainda, somente idéias soltas, então não posso responder tudo concretamente. Mas eu aceito idéias, pq não? 🙂

      • Lucas Rodrigues permalink
        junho 12, 2014 2:25 pm

        Desculpe pelo comentário duplo O.o. Mas bem… Sem querer me meter muito no mundo de outra pessoa,.. Eu sugeriria pensar nos aspectos mais “exóticos” de um mundo morto-vivo, para poder diferenciar o cenário ainda mais. Tipo… Qual são as armas mais adequadas para matar os mortos vivos? Como o povo arruma alimento? O que os Lichs fazem para garantir que o seu número de “súditos” não caia demais? O espíritos tem algo a dizer sobre o além-vida?. Mas claro, são só sugestões soltas.

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