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Conto – 4# “O Abismo” [Bam Darkness]

abril 21, 2012
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Saudações pessoal! Finalizando a série com o quarto e último conto. Comentem!

Lolth

Conto – 1# “O Subterrâneo” [Bam Darkness]
Conto – 2# “A Cidadela Drow” [Bam Darkness]
Conto – 3# “O Labirinto do Observador” [Bam Darkness]

Finalmente o guerreiro se viu tão perto de seu objetivo quanto sempre havia planejado, ele havia alcançado o abismo; o atual lar da deusa drow.

Soltou uma longa gargalhada e então encheu os pulmões para dizer em voz alta:

– “Apresente-se para mim, rainha fantasma!”

O som ecoou por todo o local, atravessando as passarelas e declives rochosos.

 

O guerreiro então começou a descer e explorar o local. Tudo era diferente do que sempre foi imaginado, não haviam rios de lava, nem exércitos de demônios em guerra; ao contrário disso, tudo estava tão frio que a lâmina de sua espada congelou.

Abaixo de picos rochosos cobertos por uma fina camada de neve, um rio de almas; todas elas acorrentadas seguindo o mesmo fluxo.

O teto estava coberto por fios de teia que conectavam com as enormes estalagmites formando novas pontes.

No centro, tudo parecia vazio e abandonado exceto por um cristal translúcido que media quase três metros de altura, todo irregular.

 

Caminhando cautelosamente, o guerreiro se aproximava cada vez mais do cristal quando teve uma resposta que parecia ser emitida de dentro de sua cabeça:

– “Seja bem-vindo ao meu lar, nobre guerreiro.”

Nisso, ele retirou a espada das costas e a segurou firme com as mãos.

– “Eu me lembro de você humano, parece mais forte desde a última vez que se encontrou com o meu serviçal.”

Irritado ele respondeu:

– “Demônio. Você acabou com minha vida e seu povo destruiu minha família. Você tentou me converter, mas isso só me deu mais poder… Apareça agora!”

Nisso, uma gigantesca aranha surge detrás de uma pilastra de gelo e salta sobre o guerreiro que coloca sua espada para se proteger.

– “Veja o que posso fazer aqui, graças a você, minha rainha.” – ele disse levantando a mão que emitiu uma forte luz negra enquanto um enorme demônio aparece quebrando o chão

e libertando suas asas!

– “Aqui eu sou imortal, pobre humano.” – ela respondeu.

O demônio de gelo então lança seu chicote prendendo uma das pernas da aranha enquanto seu invocador parte em investida com a espada em punhos. O ataque é bem sucedido e a perna é arrancada num golpe forte debaixo pra cima.

Porém durante esse tempo, o demônio já estava preso na teia ácida da aranha que o consumia aos poucos até cair.

 

Mais um salto contra o guerreiro e a aranha o derruba fazendo-o soltar sua espada que cai deslizando na neve perto do cristal.

É uma luta para o humano se livrar das presas enquanto se esquiva do ferrão aracnídeo, ela é forte e também muito pesada.

Agarrado e arremessado contra uma rocha, ele cai e todo machucado, colocando a cabeça pro lado, observa algo que reflete dentro do cristal.

Motivado pela imagem, ele utiliza seu último fôlego para se levantar, agarra sua espada e o golpeia com força! – “Desculpe-me, minha rainha…”

A aranha então assume sua verdadeira forma transformando-se numa névoa escura e revelando-se como uma bela drow. – “Nããããooo!!!”

O cristal então se quebra e toda a montanha em que estão começa a rachar! As almas são libertadas e tomam o local como uma nascente liberada de mortos varrendo tudo pela frente!

Todos são levados pelo fluxo até o fim do abismo.

 

O guerreiro então abre os olhos assustado e é ajudado a se levantar pelo drow que o havia inserido na cidadela.

– “Acabou. Venha meu senhor, todos estão lhe esperando.”

Ainda sem entender nada, com a visão turva e dor de cabeça, o humano se levanta e segue o drow por um corredor cavernoso.

Assistido por centenas de drows, ele é sentado num trono, presenteado com uma capa preta com adornos aracnídeos e uma espada.

– “Aqui está sua espada, meu senhor.”

Olhando a sua volta o guerreiro permanece em silêncio ainda tentando se localizar.

– “Lolth o nomeou nosso representante, meu senhor. Ela retornou para nos avisar sobre a grande ascensão!”

E então o humano se levantou apoiando-se com a espada, e disse:

– “Vamos meu povo! Reconquistar a superfície, terra que um dia foi nossa! O mundo saberá quem somos!”

Seus olhos brilhavam em vermelho sangue.

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2 Comentários leave one →
  1. abril 22, 2012 2:17 pm

    Ainda não fiz uma leitura dos outros contos. Mesmo assim, foi um leitura agradável. Me fez lembrar até um episódio de Caverna do Dragão. Valeu!

    • Edu Trevisan permalink*
      abril 22, 2012 3:05 pm

      Valeu Paladino! Na verdade este foi o último conto da série… O certo seria ter lido os três primeiros antes… 🙂

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