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Balanço Geral da 4E e o D&D Next

janeiro 16, 2012

DragonbornQuatro anos após o lançamento da 4E de Dungeons & Dragons, uma nova edição em produção é anunciada e isso só colocou mais “lenha na fogueira” em cima da edição que gerou mais polêmica na história do RPG.

D&D 4E ainda tem lançamentos agendados para 2012, porém acredito que o anúncio da 5E (ou D&D Next como eles chamam) prejudicará as vendas. Afinal, muitos irão pensar: “Pra que eu vou comprar livros de uma edição que já está no seu fim?”. Por outro lado, temos os que pensam: “Gostei da 4E! Ainda vou jogá-la por um bom tempo e os lançamentos são interessantes.”

Amada e odiada por muitos a 4E teve uma vida curta, ainda mais se você levar em conta o lançamento do D&D Essentials.
Mas ainda podemos estar todos enganados e o novo projeto para 2013 seja algo que revitalize a edição atual, como uma 4.5 (quem sabe?).

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Vamos a um “Balanço Geral da 4E” que apesar de eu ter tido a oportunidade de jogar muito pouco, comparado em relação ao 3.5, já pude tirar minhas conclusões finais sendo elas positivas e ou negativas:

1. Os Livros, as Regras e as Experiências
A princípio tivemos os 3 livros básicos como sempre: Livro do Jogador, Guia do Mestre e Manual dos Monstros. Logo muitos estranharam as novas regras, surgiram as comparações com as edições anteriores e os jogadores se dividiram.
Depois de alguns jogadores acharem falta de raças e classes antigas como meio-orc, bárbaro, druida, bardo… eis que surge o Livro do Jogador 2.
Pra completar, veio o Livro do Jogador 3 com raças e classes um pouco exóticas tentando inovar; no mesmo livro, um novo sistema para se criar personagens multiclasse desde o nível 1 (já havia uma forma de se fazer isso no Livro do Jogador 1 usando talentos que foi muito criticada). Em meio a reclamações, surge uma nova linha de produtos para dar novas opções e introduzir novos jogadores à 4E: o D&D Essentials com novos “modelos” das classes básicas já existentes, porém um pouco mais “simples”.

1. Conclusão: Nada contra o lançamentos de vários livros do jogador, afinal a 3.5 também teve isso, você não é obrigado a comprar todos, só com o primeiro já é possível criar longas campanhas até o nível 30 e nesse caso o “quanto mais, melhor” é válido.
Porém, as modificações e atualizações de regras constantes (também via DDI – Dungeons & Dragons Insider) afirmam que a 4E foi uma edição muito experimental.

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2. Combate, Poderes e a Interpretação
A 4E apresentou um novo sistema de poderes: sem limite, por encontro e diários (somando já com as alterações nas classes na tentativa de equilibrá-las). Isso também foi criticado e comparado com os RPG’s virtuais e MMO’s… Novas regras para um combate mais tático (estilo wargame), agora faziam exigência das miniaturas.

2. Conclusão: Os poderes aumentaram os efeitos e a movimentação no campo de batalha, porém suas descrições limitam a criação e interpretação dos ataques durante o combate. Por exemplo, na minha mesa de jogo, os jogadores gastam muito tempo escolhendo os poderes na ficha, enquanto poderiam estar imaginando a situação e criando ações próprias (que mesmo não existindo regras para todas, poderiam ser adaptadas pelo mestre).

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3. Ferramentas do Mestre
Muitos DM’s, assim como eu, adoraram as mecânicas de criação de PdM’s e monstros da 4E que são mais simples e rápidas, agilizando todo o processo de criação de aventuras (já que hoje em dia, o “tempo é curto”).

3. Conclusão: Criar um monstro diferentemente de como se cria normalmente um PdJ é mais rápido e funciona igual. Este é um ponto positivo da 4E.

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4. Perícias e a Criação das Fichas
Em comparação com a 3ª edição, a 4E trouxe menos perícias (compactadas em “perícias-chaves”) e o sistema de distribuição de pontos de perícia deixou de existir.

4. Conclusão: Confesso que comemorei quando vi o fim dos PP’s (pontos de perícia), pensando numa maior rapidez na criação de fichas; o que foi totalmente substituído  por ter de escolher e copiar os poderes…
Muita coisa da ficha de personagem da 4E é auto-preenchível (como os PVs, etc…) e isso deu uma impressão de que todos os personagens da mesma raça e classe, são iguais (“genéricos”) – mais uma vez culpa da tal “busca pelo balanceamento das classes”.

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5. Conclusão Final
Pra mim, a 4E foi (ou ainda é) uma boa edição. Mas tentou inovar demais e acabou se perdendo nas mudanças e experimentos, parece que tentando agradar os críticos.
A mistura de RPG com combate tático (wargame) é divertida, mas parece que não agradou os fãs que vêm desde o AD&D ou aqueles que preferem uma maior “liberdade nas regras”.
Com todos esses testes, é possível tirar uma boa XP do que deu (ou não) certo da teoria pro jogo.
Tenho esperanças de que a 4E serviu de grande lição e aprendizado para uma melhor futura edição. E que venha a 5E!

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3 Comentários leave one →
  1. Edu Trevisan permalink*
    janeiro 16, 2012 5:30 pm

    Vou voltar à mestrar 3.5 até o lançamento da 5E… 🙂

  2. Delibriand permalink
    janeiro 16, 2012 10:17 pm

    E eu vou voltar a 1E até o lançamento da 5E 🙂

  3. janeiro 25, 2012 9:32 am

    Boa análise. Espero que toda essa experimentalidade da 4E sirva de lição para que a 5E seja mais sólida.

    E eu vou continuar com meu Old Dragon até o lançamento da 5E 🙂

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