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Os jogadores só interpretam eles mesmos

janeiro 7, 2011

Saudações roladores de dados! Neste post vou discutir um tema (na verdade um “problema”) que eu enfrento há mais de uma década e que provavelmente todos os mestres de RPG já passaram por, estão passando ou irão passar um dia; batendo mais uma vez na mesma tecla: a falta de interpretação ou os jogadores só interpretam eles mesmos.

Então, o que seria bem isso? Simplesmente é: não importa qual personagem o jogador crie, seja um vampiro metaleiro, um meio orc bárbaro, uma super heroína do futuro ou um entregador de pizza; ele não interpreta o personagem a não ser ele mesmo.

Mas então, o que define uma boa interpretação (ou falta nestes jogadores)?

Mudar a voz (não que isso seja essencial para uma boa interpretação do seu personagem, mas no mínimo, ajuda; sem forçar demais também…)

Definir características específicas (todos nós temos algumas diferenças entre si: físicas, psicológicas, motivacionais… os personagens também).

Definir personalidade (está associada à categoria acima; o seu personagem é gentil, arrogante, malicioso, diplomático, calmo, nervoso, orgulhoso…?).

E não adianta só dizer estas coisas, você deve demonstrar. Jogando RPG e interpretando um personagem, você jogador, deve ser aquele personagem. Não precisa ser tão 100% e rigoroso, mas tente ao menos, pensar como outra pessoa (o seu personagem).

E o que o mestre pode fazer para ajudar seus jogadores?

Por anos busco a resposta. E na verdade, já a encontrei.

Não adianta você tentar mudar quem a pessoa (jogador) é; você dizendo sempre o que ele deve fazer, só o deixará frustrado.

Cada um tem o seu jeito de jogar e o que realmente importa é se estão se divertindo (o principal do RPG).

Porém, você mestre, ainda pode ajudá-los. Interpretação é uma coisa que pode ser desenvolvida (aos poucos).

Você pode dar dicas e durante a sessão, interpretando os PdM’s e monstros, isso irá incentiva-los.

Com este post, não estou generalizando, não são todos os jogadores ou todos os grupos que têm esse “problema”. Aliás, existem mestres também…

E é isso aí… no final não cheguei a lugar nenhum 😛 mas espero ter ajudado alguém com as dicas.

E você já teve esse tipo de “problema” com o seu grupo de jogo?

Siga o EK no Twitter: @epickingdomrpg
Deixe suas perguntas e dúvidas: formspring.me/epickingdomrpg

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14 Comentários leave one →
  1. janeiro 8, 2011 12:49 am

    Acho que definir medos e motivações é muito importante, mesmo que os jogadores não queiram interpretar ninguém além deles próprios. Nada pior que um personagem sem motivações, sem objetivos pessoais, e sem medos.

  2. janeiro 8, 2011 7:28 am

    Muito bom o post. Realmente este é um problema que todo mestre irá enfrentar um dia.
    Por isso, ao meu ver, devemos levar em grande consideração a interpretação e deixar um pouco de lado o resto.

  3. Edu "Trevi" permalink*
    janeiro 8, 2011 10:07 am

    Valeu pelos comentários pessoal 😀

  4. janeiro 8, 2011 12:42 pm

    Acredito que dar um bom exemplo é fundamental, partindo do mestre. Se o mestre não muda a maneira como interpreta o Orc, o rei ou a velha na feira, os jogadores também não vão mudar. A meu ver, quando o mestre interpreta bem, os jogadores acabam se sentindo na obrigação de interpretarem bem seus personagens, para manter o nível da mesa.

    • Edu "Trevi" permalink*
      janeiro 8, 2011 1:08 pm

      Sim… o clima na mesa muda; os jogadores “perdem a vergonha”.

  5. janeiro 8, 2011 2:38 pm

    Eu mestro dois grupos de D&D: um com novatos, na qual jogamos a 4ª Edição e um com “veteranos” que jogamos 3.5. O grupo de novatos são pessoas que fazem teatro comigo, mas mesmo assim eles deixam de interpretar os seus personagens e acabem sendo eles mesmo a ponto de um bruxo parecer um “mano do morro” falando gírias e etc. Quando eu não chamo a atenção em off, eu faço com meus NPC’s o estranhem e não entendam o que ele fala, até que ele perceba. Com o grupo de 3.5 é um pouco mais raro, mas acontece. Afinal não é tão fácil ficar em um personagem em tempo integral.

    • Edu "Trevi" permalink*
      janeiro 8, 2011 2:52 pm

      Concordo, ninguém consegue “forçar” a interpretação 100% do tempo.
      Mas as vezes também a falta de interpretação também leva ao meta-jogo, uma vez chegou a situação de um jogador falar: “Ahh já conheço isso, lembra daquela outra vez?”; e na verdade o jogador tinha vivido aquilo com OUTRO personagem. Ainda bem que um outro jogador rapidamente já ajudou: “Sim… mas isso foi outra vez. A gente não sabe disso, agora”.

  6. Li-San permalink
    janeiro 8, 2011 4:24 pm

    Edu o post e muito bom e poderia render muito assunto acho ke merecia uma segunda parte com uma analise mais densa. Muitas pessoas tem vergonha pelas pessoas que tem na mesa sao debochadas e outros sao mais cara de pau, varia de pessoa para pessoa.

    • Edu "Trevi" permalink*
      janeiro 8, 2011 5:01 pm

      Valeu Li-San! 😀 Concordo com o problema da “vergonha” (já aconteceu em minha mesa); o jogador acha que todos vão achá-lo “bobo” interpretando o personagem dele (falando diferente ou fazendo gestos…). Em relação a uma segunda parte, posso pensar em fazer… tudo depende se eu tiver inspiração pra escrever mais alguma coisa acrescentando…

  7. Eduardo Saruva permalink
    janeiro 30, 2011 12:23 am

    Sou mestre e o que foi mencionado sobre o próprio mestre interpretar dá certo. Se os personagens estão diante daquele rei arrogante, não descreva o rei como arrogante, seja o rei arrogante, o mesmo vale para personagens mulheres, não precisa mudar a voz (vai soar muito estranho) mas descreva antes como é a voz da mulher e fale com o toz de voz que ela usaria. E para incentivar ainda mais os meu PJs eu, sempre no final da sessão, analiso a intrepratação e dou alguns pontos de EXP básicos de acordo com a interpretação. E olha que isso tem dado ótimos resultados, até teve uma briga entre os personagens pra ver o que fariam ao chegar numa nova cidade, foi uma cena digna dos melhores filmes. Fica a dica a todos os mestres.

    • Edu Trevisan permalink*
      janeiro 30, 2011 9:20 am

      Eu também já utilizei essa de “XP por Interpretação” e deu certo… Todo mundo ganhou um pouco a mais na final da sessão e ficou feliz 😀

  8. novembro 12, 2011 11:30 pm

    Bom lembrete!

    Já errei muitas vezes com meus nobres jogadores. Como mestre de jogo, tenho facilidade de fazer “o jogo acontecer!” e deixo a maioria com vontade de interpretar bem, e incentivo em cada momento. Mas acho que fui rude e fiz cobranças desnecessários também. Vou prestar mais atenção da próxima vez que houver um partida de rpg.

  9. Pablo permalink
    maio 20, 2012 4:24 pm

    eu como mestre iniciante,vivo com isso,mas como iniciante,tive uma ideia a recompença para quem interpletar,acho que valeu bastante,ja ha um interesse mesmo que seja por xp,mas houve mudança ,outra recompensa que eu fiz foi saber usar o personagem e suas skills,afinal estou jogando com meu grupo 4.0.deu resultado variações de skill para cada momento distinto.

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